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- Quando iniciar com a medicação antiepiléptica após uma convulsão?

Em geral, a indicação de medicação antiepiléptica ocorre quando há o diagnóstico definido de epilepsia, ou seja, a ocorrência de duas ou mais crises epilépticas não provocadas.

- Epilepsia é hereditária?

Apenas alguns tipos específicos de epilepsia são de origem familiar.

- É verdade que a coca-cola corta o efeito do gardenal? Pois tenho uma prima que toda vez que ela toma coca-cola dá crise e ela toma gardenal diariamente há 5 anos.

Não existe qualquer evidência científica de que Coca-Cola, ou outros refrigerantes, interajam ou atrapalhem o efeito das medicações antiepilépticas.

- Uma pessoa que toma Gardenal há 37 anos ainda corre risco de ter crises convulsivas se parar de tomar?

Sim. O risco existe e varia, principalmente, de acordo com o tipo de epilepsia apresentado ou com a forma como a medicação é retirada. Qualquer retirada de medicações antiepilépticas deve ser realizado somente sob orientação médica.

- A Epilepsia pode acarretar um comportamento agressivo da parte do paciente?

Durante ou após alguns tipos de crise epiléptica, a pessoa pode ficar bastante confusa e parecer agressiva, principalmente se outras pessoas tentarem lhe conter fisicamente.

- O que causa a crise?

A crise epiléptica é causada por descargas anormais e excessivas de um grupo de neurônios. Isso pode ocorrer por diversas causas diferentes, como lesões cerebrais permanentes (seqüelas de acidente vascular cerebral, tumores ou traumas) ou predisposição genética. Pode ocorrer, também, por alterações metabólicas, como uso de drogas ilícitas ou hipoglicemia ou na fase aguda de acidente vascular cerebral, traumas ou infecções, e, nessas circunstâncias, não são chamadas de epilepsia.

- Por que nos parques de diversões existem placas de proibições?

Porque, em alguns brinquedos, a pessoa pode se machucar caso tenha uma crise epiléptica.

- Se um paciente apresenta convulsão e tem também paralisia cerebral, pode ser considerado um paciente com epilepsia?

Sim, se o paciente apresentou duas ou mais crises epilépticas não provocadas, ele tem o diagnóstico de epilepsia. A associação de paralisia cerebral e epilepsia é frequente.

- É verdade que após uma crise epiléptica há um desgaste dos neurônios?

Após uma crise epiléptica, pode ocorrer um período de alguns minutos em que os neurônios, que funcionaram acima do normal durante a crise, tornam-se mais lentos. Nesse período, a pessoa se apresenta mais sonolenta ou confusa. Porém, logo em seguida, essa função é completamente recuperada.

- Parto a fórceps pode causar epilepsia?

O uso do fórceps não está relacionado à epilepsia.

- Se o individuo não trata epilepsia com medicamentos, pode agravar, ocorrendo alguma lesão cerebral ou até a morte?

O risco de não fazer o tratamento adequado é a ocorrência de estado de mal epiléptico ou a ocorrência de algum trauma durante uma crise.

- Como se dá o diagnóstico de epilepsia, se a pessoa nunca teve uma crise generalizada tônico-clônica?

Existem diferentes tipos de crises epilépticas e a crise generalizada tônico-clônica é apenas uma delas. O diagnóstico é sempre clínico, ou seja, através do relato que a pessoa ou seus conhecidos fazem da crise para o seu médico..

- A pessoa que tem uma crise parcial ou complexa, já pode considerar uma pessoa com epilepsia?

Se a pessoa apresentou mais de uma crise, parcial ou generalizada, sem um fator tóxico-metabólico precipitante, ela já tem o diagnóstico de epilepsia.

- Os medicamentos causam efeitos colaterais? Quais?

As medicações antiepilépticas podem, em algumas pessoas, causar efeitos colaterais. Os mais comuns são sonolência, tontura, alergia, ganho ou perda de peso, tremor, queda de cabelo, entre outros.

- Uma criança de 4 anos, teve uma convulsão febril, foi para o hospital, fez o eletro, deu uma alteração e quando recebeu alta o neuropediatra pediu para administrar 44 gotas de gardenal uma vez ao dia. É necessária esta medicação controlada mesmo sendo a primeira crise e sendo convulsão febril?

- Uma criança apresentou uma crise pela primeira vez decorrente de uma hipertermia. É necessário fazer uso de medicamento contínuo?

A decisão de tratamento medicamentoso para crianças com convulsão febril depende de alguns fatores, dentre eles, o tipo de crise e sua duração e a temperatura da criança no momento da crise. Algumas vezes, essa decisão independe do número de crises apresentada.

- Em relação ao dano causado a língua: eu já li um artigo que relatava que o paciente durante uma crise, havia partido parte da língua devido aos movimentos bruscos involuntários. O que acontece de verdade e o que fazer para evitar machucados?

Durante uma crise tônico-clônico generalizada, a pessoa pode ferir a língua, principalmente seus cantos. Durante a crise, não há nada que possa ser feito para evitar esse possível trauma, uma vez que, na tentativa de abrir a boca de uma pessoa durante a crise, tanto ela quanto quem tenta ajudar, vão se machucar ainda mais. Durante esse tipo de crise, as únicas coisas a serem feitas para evitar machucados é apoiar a cabeça sobre uma superfície macia (uma blusa, por exemplo), e tirar de perto da pessoa qualquer objeto que possa machucá-la (óculos, por exemplo).

- O que causa epilepsia?

Epilepsia pode ocorrer por diversas causas diferentes, como lesões cerebrais permanentes adquiridas (como seqüelas de acidente vascular cerebral, tumores ou traumas) ou congênitas (como mal-formações do desenvolvimento cortical) ou predisposição genética.

- Depois de 13 anos de cirurgia, voltei a ter crises de ausência. O que pode estar acontecendo?

Alguns pacientes podem voltar a apresentar crises após um período de tempo controlado, mesmo se submetidos a cirurgia. Nesse casos, é preciso reavaliar fatores que podem estar associado a descontrole de crises, como doses das medicações, formulações usadas, uso de outras medicações concomitantes, ou fatores relacionados à cirurgia ou à própria doença.

- Quais são os riscos e seqüelas da cirurgia? Ela pode não funcionar?

Os riscos de uma cirurgia para tratamento da epilepsia dependem de que tipo de lesão a pessoa apresenta e o local dessa lesão. As chances de melhora ou controle completo das crises após a cirurgia variam para cada paciente e depende das diferentes alterações encontradas nos exames de investigação (eletroencefalograma, ressonância magnética, ou outros que sejam necessários).

- O medicamento sempre controla as crises?

Cerca de 70-80% das pessoas com epilepsia têm suas crises controladas com uso de medicações.

- A epilepsia tem cura?

Existem pessoas com epilepsia cujas crises cessam em algum momento da evolução, independente do tratamento, e outras que ficam completamente livres de crise após algum tipo de procedimento cirúrgico, quando há indicação. No entanto, como as crises epilépticas são imprevisíveis e podem voltar a ocorrer mesmo após anos, não é possível afirmar que exista uma "cura" para a epilepsia.

- As crises do meu filho são de ausência e ele usa carbamezepina. Gostaria de saber mais a respeito disso.

As crises de ausência são um tipo de crise epiléptica primariamente generalizada (que tem início de maneira difusa no cérebro) e são, muito comumente, confundidas com crises parciais complexas (crises que têm início em um local específico do cérebro e comprometem a consciência). A carbamazepina é a medicação de escolha para o tratamento das crises parciais.

- As descargas elétricas são ocasionadas por algum motivo como raiva ou mudança de humor?

- Existe alguma relação entre o estado psicológico ou emocional do paciente com crises de ausência?

As crises epilépticas são de correntes de alterações biológicas que ocorrem em alguns neurônios. Porém, alguns pacientes com epilepsia quando submetidos a estresse físico ou emocional podem ter piora na frequência das crises.

- Tenho uma irmã que após a morte da minha avó ela ficou com tremores excessivos seguidos de desmaio. Pode ser epilepsia?

As crises epilépticas são eventos súbitos, que em geral não têm fatores desencadeantes e que duram de alguns segundos a 1 ou 2 minutos. É preciso a avaliação de um especialista para confirmar se é ou não de epilepsia.

- Após uma crise de ausência a pessoa lembra-se da mesma? Ela raciocina durante a crise?

As crises de ausência típicas ocorrem geralmente em crianças, duram poucos segundos e muitas vezes não são percebidas. Em adultos, são mais frequentes as crises focais, que muitas vezes comprometem a consciência. Pode ocorrer uma fase chamada de crise parcial simples, em que a pessoa percebe que está tendo a crise e raciocina. Quando a crise torna-se ou se inicia como parcial complexa (com comprometimento da consciência), o raciocínio está comprometido e, algumas vezes, a pessoa não se recorda que teve crise.

- Eu já li que a pessoa com epilepsia pode ter problemas cardíacos. Seria por consequência dos remédios para o tratamento cardíaco?

As pessoas com epilepsia podem ter diversas co-morbidades, inclusive doenças cardíacas.

- Quanto custa aproximadamente a cirurgia de epilepsia? E quem não tem plano? E como é feita a anestesia nesta cirurgia?

Cirurgia é oferecida para os casos que têm indicação em hospitais de nível terciário do SUS. A cirurgia é feita sob anestesia geral.

- Fora a questão dos olhos, tem outro sintoma para identificar se é crise ou fingimento?

Alguns detalhes ajudam a diferenciar crises epilépticas das não-epilépticas. Por exemplo, as crises epiléticas são eventos com duração de segundos a 1-2 minutos e são, em geral, estereotipadas (apresentam sempre as mesmas características). No entanto, muitas vezes essa diferenciação é difícil e só pode ser feita por profissional especializado ou com a monitorização por eletroencefalograma (ou vídeo-eletroencefalograma) durante o evento.

- Durante uma crise de ausência, é possível a pessoa sentir, ver e conversar com pessoas que já morreram?

As crises epilépticas são um fenômeno biológico, que decorrem de um funcionamento inadequado do cérebro.

- Como as drogas agem para que as crises epilépticas sejam amenizadas?

As medicações antiepilépticas agem de diferentes formas, mas, em geral, a função principal desses medicamentos é diminuir a hiperexcitabilidade neuronal, que é responsável pela geração das crises.

- Uma pessoa que apresenta movimentos com as mãos como se tivesse acompanhando uma música, pode ser epilepsia? Mesmo que os exames EEG e Ressonância já foram realizados e não foram detectadas alterações.

Sim, durante uma crise epiléptica a pessoa pode apresentar movimentos aleatórios com os membros. Em muitos indivíduos com epilepsia, mesmo os exames de imagem sofisticados, como a ressonância magnética, podem ser normais. O eletroencefalograma das pessoas com epilepsia pode ser normal em cerca de 50% das vezes em que é realizado e a repetição desse exame muitas vezes é recomendada.

- Gostaria que falassem do tipo de epilepsia do tipo que desmaia ao dormir.

Em alguns tipos de epilepsia, a pessoa pode apresentar crises, parciais ou generalizadas, apenas durante o sono ou ao despertar, ou crises que ocorrem em sua maioria durante o sono, mas também ocorrem algumas enquanto acordado.

Quem somos

A epilepsia é a condição neurológica crônica mais comum em todo o mundo e afeta todas as idades, raças e classes sociais. Impõe um peso grande nas áreas psicológica, física, social e econômica, revelando dificuldades não só individuais, mas também familiares, escolares e sociais, especialmente devido ao desconhecimento, crenças, medo e estigma.

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