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É comemorado nessa segunda-feira (9) e, pela primeira vez, o Dia Internacional da Epilepsia. Para celebrar a data, pesquisadores em todo o mundo lançaram nas redes sociais, o desafio #epilepsychallenge, uma campanha de conscientização que desafia as pessoas a publicarem e compartilharem um vídeo em apoio àqueles que sofrem com a doença. No Brasil, a campanha é encabeçada pela Aspe (Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia). Na Unicamp, tal ação é liderada pelo neurologista Li Li Min, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), que das 14 às 15 horas desse dia responderá dúvidas sobre a doença, na internet, por webconferência (webinar).

Cerca de 1% da população mundial (cerca de 70 milhões de pessoas) sofre com a epilepsia, de acordo com dados Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Embora o número possa ser considerado expressivo, ainda é grande o desconhecimento das pessoas em relação aos sintomas e tratamento da doença. Pensando em minimizar o problema, o professor Li explica que a FCM tem encampado diversas ações de conscientização nos últimos anos, e que envolvem tanto o atendimento dos pacientes, quanto o desenvolvimento de pesquisa e ações de divulgação científica. "Queremos tirar as pessoas da sombra. A epilepsia é uma doença que ainda sofre de muita estigma e preconceito e a falta de informação à respeito é um dos fatores responsáveis por isso", afirma o pesquisador da Unicamp.

Tire a dúvida com o especialista

Nada melhor do que tirar a dúvida com quem entende. Durante toda essa segunda-feira (9), pela internet, o professor Li Li Min responde dúvidas dos internautas sobre o dia a dia de quem sofre de epilepsia e fala sobre os papeis desempenhados pelos psicólogos e profissionais da educação. A participação na webinar é gratuita. Para participar, basta realizar inscrição no link: http://webinarioeducacao.com.br/webinario-sobre-epilepsia/

Epilepsia nos meus pensamentos

Para participar da campanha em apoio aos pacientes com epilepsia é muito fácil. Basta gravar um vídeo dizendo quem você é, seguido dos dizeres "Eu aprendi que existem milhões de pessoas com epilepsia. Muitas pessoas com epilepsia são excluídas por causa da discriminação e todos nós precisamos estar cientes disso. Então, por essa razão que eu estou de apoiando esta campanha em prol das pessoas com epilepsia , dizendo " Eu tenho a epilepsia nos meus pensamentos". Feito isso, é só compartilhar o recado pelas redes sociais, com as hashtags #epilepsyday #epilepsychallenge, e convidar mais amigos.

por Camila Delmondes
FCM/Unicamp

Quem somos

A epilepsia é a condição neurológica crônica mais comum em todo o mundo e afeta todas as idades, raças e classes sociais. Impõe um peso grande nas áreas psicológica, física, social e econômica, revelando dificuldades não só individuais, mas também familiares, escolares e sociais, especialmente devido ao desconhecimento, crenças, medo e estigma.

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